sábado, 25 de julho de 2009

Massa sobrevive a acidente a 200 km/h


Era a 19ª volta de qualificação para o brasileiro Felipe Massa. O cronómetro marcava o seu melhor registo. Velocidade: 280 km/hora. Até uma mola, com quase um quilo, saltar do monolugar do compatriota Rubens Barrichello e o atingir no capacete. O piloto da Ferrari, 28 anos, perdeu os sentidos. Um corpo inanimado, mas com os pés cravados em simultâneo no acelerador e no travão, levaram o bólide a embater numa muralha de pneus na curva quatro do circuito de Hungaroring, na Hungria.

Massa foi assistido ainda na pista, tendo recuperado a consciência pouco tempo depois. Muito agitado, o piloto seria primeiro transportado para o centro médico do circuito e posteriormente levado de helicóptero para o hospital militar de Budapeste. Aqui, seria submetido a uma cirurgia para remover um fragmento de osso provocado pelo choque.

O acidente deixou-o com uma concussão cerebral, uma lesão craniana e um corte de oito cm acima do olho esquerdo. Contudo, o piloto passou a noite num coma induzido e o director do hospital, Peter Bazso, fez um prognóstico reservado: "A situação de Massa é grave e envolve risco de vida, mas ele está estável."

Fora do grande prémio desta tarde, Massa tem agora pela frente seis semanas de recuperação.

O pânico instalou--se com o acidente. Enquanto o irmão assistia apreensivo das boxes da Ferrari, a mulher, Raffaela, grávida de cinco meses, via tudo pela televisão. Segundo a imprensa brasileira, a esposa já preparava a viagem para acompanhar o marido na Hungria.

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